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Espetáculos no CAL em 2026

RETROCEDER, de Urdo Pardo no âmbito do Festival Temps d'Images
RETROCEDER
de Urso Pardo
no âmbito do Festival Temps d’Images
30 e 31 de maio
Sábado e domingo às 21h
No CAL - Centro de Artes de Lisboa
Sinopse
Retroceder é uma viagem ao passado e à memória de cada um. Coloca em cena três jovens atores, que já não se sentem assim tão novos, e que tentam traçar uma cartografia de como chegaram a este momento, em que estão ali, juntos, depois de terem perdido a juventude.
Muita coisa aconteceu antes de chegarem ali, e não é fácil contar uma história. Dizer quem somos não se define apenas pela nossa perspectiva do que aconteceu, é também um conjunto de memórias que pertencem aos outros. E é assim que estes atores, apesar de partilharem a vida há muitos anos, descobrem que talvez seja maior a distância entre o que aconteceu do que a proximidade da memória que cada um tem do passado. A narrativa é fragmentada, composta de retalhos que se projetam no palco: imagens de momentos banais, íntimos ou decisivos, que funcionam como garantia de verdade, testemunhos visuais que parecem assegurar que sabemos quem somos e como chegámos até aqui. Mas o que acontece quando o passado não é exatamente como nos lembramos dele? E se as imagens mostrarem algo distante, inesperado ou desconhecido? Deixamos de nos reconhecer? Será que a memória, mesmo subjetiva, pode ser mais real do que a própria realidade?
M/14
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto e encenação: Miguel Graça
Interpretação: David Esteves, Madalena Almeida, Pedro Caeiro
Produção executiva: Cláudia Teixeira
Desenho de Luz: Daniel Worm D’Assumpção
Vídeo: Bruno Bernardo
Fotografia: Lais Pereira
Direção de produção: Cláudia Teixeira
Coprodução: Teatro Municipal da Covilhã
Apoio: Festival Temps d’Images
A associação cultural Urso Pardo, fundada em 2022 por Cláudia Teixeira, David Esteves, Madalena Almeida, Miguel Graça e Pedro Caeiro, desenvolve teatro autoral focado na criação de textos originais e linguagens comuns ao grupo. Desde o primeiro espetáculo, Como Sobreviver a um Acontecimento (2022), até O Retrato (2024), o coletivo explora novas dramaturgias, práticas horizontais de encenação e narrativas contemporâneas, promovendo investigação estética e teatral.
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